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Como faz #2 – Foto com efeito de gelatina ou borrão na água

4 de dezembro de 2014

Hoje na sessão “Como faz”: uma longa exposição feita em cima de um barco em movimento, durante o nascer do sol.

Longa Exposição Rio Água Borrada Movimento

 

EXIF: 3,2 s – f/8 – ISO 200 – Canon EF 16-35mm f/2.8L II USM (em 16mm)

Esta foto é o resultado de uma longa exposição. Na parte inferior temos o rio com aspecto borrado, bem liso, como se fosse uma gelatina, e na parte superior temos o céu. É uma fotografia simétrica e bastante minimalista, devido à falta de elementos visuais complexos e uniformidade de cores.

Como borrar o movimento da água

Tudo o que se movimenta pode ser borrado quando se configura corretamente o tempo de exposição da foto. No caso, o movimento mais aparente na situação acima eram as ondas formadas pela correnteza do rio e o movimento da câmera em relação ao rio gerado pelo “andar” do barco. O movimento das nuvens no céu não fez muita diferença porque quando, em relação à posição da câmera, elas se encontram bastante distantes, não gerando borrão aparente em seu movimento.

Neste tipo de fotografia, quando maior o tempo de exposição, mais borrada ficará a água. Além disso, quanto mais movimento tiver na superfície do lago, rio ou mar que você estiver fotografando, menos tempo você precisará para borrar muito. Quanto menos movimento, mais tempo para ocorrer o efeito de borrão.

Para fazer um foto com este efeito de borrão/gelatina na água precisaremos:

  • tripé, já que trabalharemos com longas exposições (velocidades mais lentas de obturador);
  • uma câmera que possa ser operada no manual, para termos controle sobre o tempo de exposição.

Fazendo a foto

Para fazer a foto, posicionei o tripé no ponto mais extremo do barco, de maneira que nenhum detalhe dele aparecesse. Fotometrei (medir a luz do local de acordo com as configurações da máquina) apontando para as nuvens, pois queria que elas fossem o ponto médio de iluminação, facilitando seu reflexo na água.

Em longas exposições, qualquer movimento ou trepidação na câmera vai acabar borrando a fotografia (por isto o uso do tripé). Como estava posicionado em um barco pequeno com motor, o barco fazia a trepidar bastante. Esperei um momento em que o motor do barco foi desligado/reduzido para que a trepidação gerada não afetasse a foto.

Defini o tempo de 3,2 segundos de exposição porque foi o que julguei necessário para borrar a água naquela situação com movimento do barco e pouco movimento da água. Não há uma fórmula para o tempo certo de exposição. A prática é a melhor fórmula.

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