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Como funciona a câmera #5 – Fotômetro

23 de junho de 2015

Neste texto você vai saber como funciona o obturador da câmera e quais efeitos da imagem ele controla. Este artigo é composto de  5 partes:


Você já aprendeu nos artigos anteriores sobre como funciona o obturador, diafragma e abertura e sensibilidade ISO. Mostrei que estes três fatores controlam a quantidade de luz que entra na nossa fotografia, cada um a sua maneira. Você então provavelmente se perguntou “mas como eu vou saber qual é o ISO ou qual abertura ou qual velocidade é o correto? Como saber a relação correta entre estes três fatores para cada tipo de local e cada tipo de luz? Como saber se ao configurar a câmera minha foto ficará escura, estourada ou bem exposta?

Fotômetro

Toda câmera fotográfica (a grande maioria) possui um mecanismo interno responsável por medir a quantidade de luz a entrar na sua fotografia de acordo com as configurações selecionadas na câmera. O fotômetro faz esta medição te avisando se a sua fotografia sairá subexposta (escura), superexposta (clara) ou com a exposição correta (nem estourada nem escurecida).

Mesmo que ainda não tenho utilizado o fotômetro da sua câmera, talvez você já o tenha visto ao manuseá-la. Ele é representado por uma régua que vai  (na maioria das vezes) do -3 até o +3.

Figura exemplo de fotômetro

Dependendo da marca do seu equipamento, o fotômetro pode aparecer invertido ou representado de uma maneira diferente (sem números, por exemplo). Mesmo assim, uma coisa sempre será padrão: a parte central da régua indicará que a sua fotografia está bem exposta.

Exemplos de exposição com o fotômetro

Veja acima a mesma fotografia feita com o fotômetro em diferentes marcações da régua

Na fotografia acima é possível ver que quando o fotômetro aponta para o lado negativo a foto tende a ficar mais escura. O contrário acontece na fotografia onde o fotômetro estava marcando mais para o lado dos positivo. No exemplo do meio, o fotômetro marcava o “zero” no meio da régua, indicando que a fotografia ficaria como pode ser vista: com uma exposição equilibrada entre claros e escuros.

O fotômetro é uma referência, e não uma regra imutável

Não quer dizer que é errado fazer uma fotografia com o fotômetro fora do “zero” da régua. Ele é somente uma ferramenta que nos indica a quantidade de luz presente na fotografia.

Exemplo fotômetro subexposto

Nesta fotografia, o fotômetro apontava para o lado mais escuro da régua, porque a foto é escura por natureza.

É normal que numa foto onde se deseja acentuar as sombras e áreas mais escuras o fotômetro aponte para o lado mais escuro da régua, como no exemplo acima. Se o fotômetro fosse configurado para o “zero”, teríamos uma fotografia completamente diferente: sem as sombras sobre o corpo da modelo e com as partes mais estouradas.

Métodos de medição de luz e fotometria

A câmera possui vários modos de medir a luz e cada um deles é mais adequado a um tipo de situação diferente. Como este artigo é voltado para iniciantes no modo automático da câmera, recomendo que você como iniciante utilize o modo de medição matricial (normalmente a câmera já vem configurada de fábrica com este modo).

O método de medição matricial tem uma alta taxa de acertos na maioria das situações. Mesmo assim, se você colocar o seu fotômetro no zero e a foto sair muito escura ou muito clara, basta compensar subindo ou descendo a marcação do fotômetro. Lembre-se do que disse acima, o fotômetro não é uma regra, é somente uma referência. E claro, hoje em dia a fotografia digital nos permite errar com mais tranquilidade porque vemos o resultado da foto na hora e a partir daí é só corrigir fazendo outra foto.

Métodos de medição do fotômetro

Se quiser saber se a sua câmera está utilizando o método de medição matricial, procure pelo ícone representado à esquerda na imagem.

Em breve escreverei um artigo onde explico em detalhes todos os métodos de medição da câmera, inclusive sobre o método de medição pontual, que considero ser a maneira mais exata de medir a luz ao fotografar.


Na hora de fotografar, deve-se levar em conta quais efeitos são desejáveis ou não na fotografia. A partir daí configuramos nossa câmera de maneira a gerar ou não estes efeitos (granulação, alta ou baixa profundidade de campo, borrão ou congelamento de movimento). Depois fotometramos a cena e configuramos o obturador, diafragma e ISO da câmera de maneira a atender os efeitos desejados e alcançar a quantidade de luz ideal.

Veja outros artigos desta série para aprender a operar a sua câmera no modo manual:

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